Nunca se compare com os outros

Barton Goldsmith - O Estado de S.Paulo

Sempre haverá aqueles que ficam para trás e outros muitíssimo mais bem sucedidos do que você jamais sonhou ser

Sempre haverá alguém com mais dinheiro ou com uma casa maior, alguém mais popular ou mais bonita

Sempre haverá alguém com mais dinheiro ou com uma casa maior, alguém mais popular ou mais bonita Foto: Antonie K/ Creative Commons

Às vezes comparar-se a outras pessoas, especialmente aquelas famosas ou muito bem sucedidas é o modo mais seguro de se sentir que não é bom o suficiente. Se a comparação for com uma pobre alma infeliz que vive numa caixa de papelão embaixo de uma ponte, você poderá achar que está tudo bem na sua vida, mas ainda assim não se sentirá melhor com relação a si mesma. Por outro lado, se for até aquela ponte com uma sacola de comestíveis, isto com certeza o fará sentir que praticou uma boa ação e este é o tipo de sentimento que conta.

Sempre haverá aqueles que ficam para trás e outros muitíssimo mais bem sucedidos do que você jamais sonhou ser. Você tem sua receita secreta de molho e quando aperfeiçoá-la o mundo irá implorar por mais. Comparar-se aos outros somente confunde o que realmente é importante.

Sempre tive inveja dos garotos com muito cabelo, pois meus cabelos eram ralos. Há anos cheguei até a comprar uma peruca, achando que iria melhorar minha aparência e deixar mais atraente. Mas ela nunca caiu bem e as pessoas que sempre me conheceram me olhavam tão atentamente que chegava a ser incômodo. O novo look durou uma semana, mas mantive a peruca guardada em segurança numa caixa embaixo da cama (não queria aterrorizar a faxineira).

Se continuar se comparando a outras pessoas será difícil sentir-se bem a seu próprio respeito

Se continuar se comparando a outras pessoas será difícil sentir-se bem a seu próprio respeito Foto: Luke Saagi/ Creative Commons

Sempre haverá alguém com mais dinheiro ou com uma casa maior, alguém mais popular ou mais bonita (e provavelmente possui um carro fantástico), mas existe tanta coisa mais na vida e no que você é. Suas boas qualidades ofuscarão tudo que os ricos e famosos podem comprar. As pessoas o amam porque você é uma pessoa agradável e não porque compra coisas para elas ou as leva a lugares.

O que você é já basta, mas se não pensa assim precisa encontrar uma maneira de chegar até aí. Ajudar os que são menos afortunados irá tornar sua vida mais feliz e isto pode ser um início.

Outra ideia é pedir às pessoas que fazem parte da sua vida e que você ama para reservarem um tempo para uma conversa e falarem sobre o que gostam em você. Pode parecer uma conversa estranha, mas ouvir dos outros que você é uma boa pessoa, inteligente, adorável e atraente vai fazer com que você se pense de modo diferente a seu respeito.

Se continuar se comparando a outras pessoas será difícil sentir-se bem a seu próprio respeito. Se continuar insistindo sobre o que os outros têm e o que faz falta em sua vida, isto pode levá-lo a uma depressão. É melhor lembrar os cumprimentos que recebeu em sua vida e repeti-los para si mesmo. Este pequeno exercício é realmente ser estimulante. Se deseja tornar este exercício mais vigoroso, escreva os cumprimentos que recebeu e também as coisas que mais gosta em você.

Aceitar que você é mais do que apenas uma boa pessoa já é um grande passo para progredir na vida, porque isto vai lhe fornecer a confiança que necessita para enfrentar novas tarefas e idealizar o que deseja realmente para você.

Dr. Barton Goldsmith é psicoterapeuta em Westlake Village, Califórnia e autor do livro "The Hsppy Couple: How to Make Happiness a Habit One Litttle Loving Thing at a Time"

Tradução da Terezinha Martino