'Nem todas as mulheres podem ser modelos', diz estilista da Dior

Anna Rombino - Especial para O Estado de S. Paulo

Após o desfile da marca, Maria Grazia Chiuri defendeu o padrão de corpos magros na passarela

Estilista defendeu que as modelos devem ter um certo tipo físico

Estilista defendeu que as modelos devem ter um certo tipo físico Foto: AP Photo/Francois Mori

Nesta terça, 27, a Dior apresentou sua coleção de primavera/verão 2018, que foi inspirada na obra da artista francesa Niki de Saint Phalle. A estilista Maria Grazia Chiuri continuou levando a mensagem do feminismo à passarela, abrindo a apresentação com um look com camiseta com a estampa 'Why have there been no great women artists?' ( Por que não houve ótimas artistas mulheres?), frase da historiadora Linda Nochlin em ensaio sobre o efeito do patriacardo na arte. 

Após o desfile, Maria Grazia falou de outros dois temas ligados ao empoderamento feminino - a representatividade na indústria da moda e a pressão estética -, ao ser questionada sobre a atitude do grupo LVMH, detentor da Dior, de ter banido meninas com tamanho abaixo do 34 de suas marcas. "Eu acho que é uma boa ideia, pois sou uma mulher e tenho uma filha", disse ela. "Mas ao mesmo tempo, preciso explicar que nem todas podem ser modelos." 

"Não quero usar modelos anoréxicas, mas às vezes as pessoas esquecem de que é um trabalho como qualquer outro. Existem características específicas que são necessárias", continuou a estilista. "Precisamos de meninas que são talentosas e que nasceram com o tamanho ideal."