LAB na SPFW: deu samba

Anna Rombino - Especial para o Estado de S. Paulo

A marca dos músicos Emicida e Evandro Fióti encerrou a 43ª edição da São Paulo

WS1 S?O PAULO - 17/03/ 2017 MODA / SPFW / LAB - VARIEDADES-  Desfile da grife Lab no quinto dia da 43? edi??o da S?o Paulo Fashion Week (Outono/Inverno 2017), no Pavilh?o da Bienal, no Parque Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, nesta sexta-feira, 17.FOTO:WERTHER SANTANA/ESTAD?O

WS1 S?O PAULO - 17/03/ 2017 MODA / SPFW / LAB - VARIEDADES- Desfile da grife Lab no quinto dia da 43? edi??o da S?o Paulo Fashion Week (Outono/Inverno 2017), no Pavilh?o da Bienal, no Parque Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, nesta sexta-feira, 17.FOTO:WERTHER SANTANA/ESTAD?O Foto:

Samba foi o tema do desfile da LAB, que encerrou esta edição da São Paulo Fashion Week na sexta, 17. A coleção, inspirada no ritmo musical, foi uma mistura do vestuário de sambistas tradicionais misturada aos elementos clássicos do streetwear. Calças de moletom com risca de giz, alfaiataria com camiseta, estampas gráficas e peças com aplicações de couro, tudo estava lá. Alguns modelos entraram com correntes de ouro na cintura, fazendo ilusão ao relógio de bolso usado no começo do século XX. O tradicional chapéu panamá deu lugar a informais modelos de aba mole. "A gente conta a história de um menino skatista que herda as roupas do avô sambista e começa a misturar as peças", conta João Pimenta, diretor criativo da marca.

O ponto alto foi o bordado à mão das peças, feito por Dona Jacira Roque Oliveira, mãe dos donos da marca Emicida e Evandro Fióti, que contou a história do ritmo musical por meio do seu trabalho, extremamente colorido e rico, nas peças. "Ao falar sobre o samba tem que ter o devido respeito, então resolvi fazer isso contando uma história, como um mito, porque eu não tenho autoridade de pesquisadora", contou a artesã. 

Nas passarelas, a mesma diversidade do último desfile. Homens e mulheres entraram usando roupas sem gênero - saias e paetês para eles e elas, negros e brancos, gordos e magros. Tudo isso sob a trilha sonora ao vivo feita pela cantora Fabiana Cozza. Um som entre o rap e o samba, como não poderia ser diferente. No final do desfile, o lendário sambista Wilson das Neves entrou na passarela ao lado dos músicos e de Dona Jacira.