Janelle Monáe usa figurino polêmico em clipe empoderador e libertário

Sergio Amaral - Especial para O Estado de S. Paulo

Em 'Pynk', 'calças vagina' criadas pelo holandês Duran Lantink reforçam mensagem

Uma das cenas afirmativas do sexo e da sexualidade femininos, na abertura do clipe de 'Pynk', de Janelle Monáe

Uma das cenas afirmativas do sexo e da sexualidade femininos, na abertura do clipe de 'Pynk', de Janelle Monáe Foto: Reprodução do clipe 'Pynk'/ Warner MUsic

“Rosa como o interior do(a) seu/sua…”. Com essa frase sugestiva e um videoclipe afirmativo da sexualidade feminina, Janelle Monáe lança a mais nova música, "Pynk", de seu mais novo álbum, “Dirty Computer”, que sai em 27 de abril.

Tudo dentro do padrão da indústria da música não fosse pelo protagonismo do figurino que evoca e celebra (sem rodeios nem vergonha) o sexo e a genitália femininos. A começar pelas “calças vagina”, criações do estilista holandês Duran Lantink, que tem um tipo de trabalho artístico bastante autoral. A peça mais emblemática do clipe é um desdobramento de uma calça desenvolvida originalmente em jeans, com um recorte generoso e fálico em tons de carne pouco abaixo do cós.

Outras peças que aparecem no vídeo confirmam a mensagem libertária de Janelle, como na cena em que ela surge de cueca com “sex cells” bordado (adivinha em que cor?), exibindo pelos pubianos numa vibe body-positive, tendência que reverbera no universo da beleza (saiba mais sobre acne-positive aqui).

“Pynk é uma ousada celebração da criação. amor próprio. sexualidade. e poder da vagina! Pynk é a cor que nos une porque rosa é a cor encontrada nos mais profundos e escuros recantos e fendas de humanos de qualquer parte… Pynk é onde o futuro nasce”, conclui a cantora.