Homem de saia: Arlindo Grund dá dicas para quem quer adotar a peça

Redação - O Estado de S.Paulo

Stylist e apresentador do ‘Esquadrão da Moda’, do SBT, explica quais são as melhores formas de aderir ao estilo

Danilo Thomaz é adepto das saias há um ano.

Danilo Thomaz é adepto das saias há um ano. Foto: Felipe Rau/Estadão

‘Genderless’ (sem gênero) é uma das palavras mais usadas no mundo da moda nos últimos tempos. Ela descreve uma evolução do estilo ‘unissex’ e é representada por roupas e imagens que não definem sexo. Dentro desse conceito, o uso das saias vem aumentando, como foi visto na última edição da SPFW, que aconteceu de 13 a 17 de março.

O stylist e apresentador do ‘Esquadrão da Moda’, Arlindo Grund, acredita que o uso exige alguns cuidados. “Vista apenas se tiver a ver com o seu estilo e personalidade. Não adianta colocar porque está na moda e não segurar.” Cores sóbrias e peças mais clássicas são um bom complemento para o item. “Uma boa camisaria e blazer trazem credibilidade ao look”, completa o consultor.

Danilo Thomaz, 28 anos, jornalista, usa a peça há um ano. “Eu achava bonito e tinha curiosidade. Um dia resolvi comprar”, diz. Porém, ele ficou com receio na primeira vez em que usou. “Fiquei um pouco tenso porque não sabia a reação que me aguardava. E a verdade é que as pessoas olham muito mesmo. Ninguém nunca me falou nada, mas vejo a surpresa no rosto.” De acordo com ele, até os ‘descolados’ esboçam espanto. 

Veja os looks com saia usados na SPFW na galeria abaixo

Arlindo acredita que há duas maneiras de montar um visual com saia: em um mood mais masculino e outro na onda genderless. “Misturar a peça com camiseta e legging resulta em uma produção sem gênero”, explica. “Já itens de alfaiataria remetem a um look mais masculino.” 

Para Danilo, usar saia tem mais a ver com ter opções na hora de se vestir. “Não acho um traço de feminilidade, acho uma questão de conforto e liberdade”, contou. Ele também fala das ocasiões em que veste. “Normalmente uso em eventos informais, mas já fui trabalhar quando percebi que o ambiente permitia.”