Aplicativo cria joias personalizadas inspiradas em histórias de amor

Maria Rita Alonso e Anna Rombino - Especial para O Estado de S. Paulo

O Aura Pendant captura através de sensores as emoções que você sente ao contar suas memórias e as transforma em mandalas

O aplicativo  Aura Pendant transforma histórias de amor em joias

O aplicativo  Aura Pendant transforma histórias de amor em joias Foto: Reprodução/Instagram

A ideia é tão inovadora e subversiva que parece complicada. Mas, no fundo, é simples. Trata-se de um aplicativo que desenvolve desenhos únicos de joias a partir de uma história de amor. O projeto foi criado pelo arquiteto Guto Requena ao lado dos sócios Edson Pavoni, João Marcos de Souza e Eduardo Dias, todos eles com estrelados currículos ligados à tecnologia.

 

O Aura Pendant captura as emoções dos usuários e as transforma em uma mandala exclusiva, que pode virar um pingente de ouro maciço 18k. “Nossa intenção foi transformar amor e emoção em design”, diz Guto Requena. “Eu sei que isso parece uma grande abstração, mas em um mundo com tanta oferta, tantas coisas a mão, os objetos que crio precisam ter um significado afetivo. Minha produção é pensada a partir dessa premissa.”

 

Na prática, funciona assim: o usuário baixa o aplicativo, recolhe-se em um lugar calmo, a meia luz, concentra-se e conta a sua história de amor. Para transformar essa história em um desenho, o app usa dois sensores, um de voz e o outro de batimentos cardíacos, ambos ligados à câmera e ao flash do celular. Dessa forma, as mudanças na fala, no pulso e na respiração são capturadas e estilizadas na forma de uma mandala.

 

Caso tenha interesse, é possível encomendar o modelo no aplicativo mesmo. O desenho será impresso em 3D, inicialmente em um molde de plástico. E então, será fundido em ouro 18 quilates.  A peça vem com uma correntinha também em ouro e custa R$3.200. O aplicativo, disponível apenas para iOS, é gratuito. 

 

A ferramenta é um desdobramento do experimento Love Project, que vem sendo desenvolvido por pelo grupo desde 2013. O processo, que foi apresentado em performances de arte e exposições design, transformava (também por meio de sensores) histórias do público em três objetos: vaso, fruteira ou luminária. “O grande papel da tecnologia hoje é justamente o de fazer das redes um lugar mais humano, mais urbano e capaz de aproximar e de tocar as pessoas”, diz Requena.