À moda de Minas

- O Estado de S.Paulo

Artesanato tibetano, movimento Beatnik, estampas, couro e brilho ganharam as passarelas do Minas Trend Preview, que ocorreu esta semana em Belo Horizonte

Desfile da marca Madrepérola temporada verão 2016

Desfile da marca Madrepérola temporada verão 2016 Foto:

Com o fim do Fashion Rio, o Minas Trend Preview se firma como o segundo evento de moda mais importante do calendário brasileiro, atrás apenas da SPFW. Isso em termos de prestígio e exposição, já que quando se trata de negócios a semana mineira se destaca. Nesta 16ª edição, o Expominas, em Belo Horizonte, recebeu, além de dois dias de desfiles - na terça, 6, e na quarta, 7 -, um salão  de negócios que reuniu marcas e compradores de diversas partes do mundo. Aqui, um pouco do que a moda de Minas Gerais propõe para o próximo verão:

Vivaz

A marca de moda festa mostrou uma coleção inspirada em jabuticabas. Referências ao fruto foram vistas em variadas cores e formatos em peças de comprimentos diversos, dos curtos aos longos e mídi, e para todos os momentos – dia e noite. A novidade ficou por conta do aparecimento de itens casuais, como camisetas e pulls, em meio aos vestidos bordados.  

Faven

Assimetria e muita cor compõem o verão da grife, que apresentou roupas inspiradas em lenços e em suas diversas utilidades. As peças tinham pontas e camadas – tanto as de tecidos mais leves como as de tricô pesado.

Madrepérola

Em sua estreia na semana de moda mineira, a marca fez bonito ao mostrar uma linha minimalista e ao mesmo tempo feminina. Tecidos naturais trabalhados manualmente foram enriquecidos por recortes e fios bordados.

Patricia Motta

Em um desfile descontraído (as modelos estavam descalças e dançando na passarela), a estilista especialista em couro apresentou uma coleção em que o material aparece em peças de cores e silhuetas românticas. Vestidos em tons pastel tiveram cortes tecnológicos e texturas com acabamento impecável.

Herchcovitch; Alexandre

O estilista paulistano aproveitou a semana de moda mineira para apresentar sua linha mais comercial. O branco e o preto dominaram as roupas de modelagens clássicas e os acessórios poderosos. Cintos largos, clutches e maxibolsas deram personalidade às peças que poderiam sair dali direto para o guarda-roupa. Inclusive, a coleção desfilada já estava sendo comercializada no próprio salão de negócios do evento.

Lucas Magalhães

O promissor estilista mineiro tem como marca registrada o uso (sempre bem executado) de estampas. Para o verão 2016, ele propõe conjuntos com três ou até mais desenhos e cores diferentes – e que conversam naturalmente entre si. O fio condutor da coleção é o movimento Beatinik dos anos 60. 

Fabiana Milazzo

A estilista foi ao oriente, mais precisamente ao Tibet, para criar seu desfile. "Procurei trazer toda a leveza e a espiritualidade da região asiática para as roupas", contou ela. O maxicolete, sensação das últimas temporadas internacionais, foi um dos destaques da passarela, assim como os detalhes de couro em vestidos de festa. O material surgiu combinado a rendas e bordados através de técnicas de trançados e tapeçaria tibetanas.

Mabel Magalhães

As divas dos anos 50 e 60, como Sophia Loren e Brigitte Bardot, foram as musas da grife Mabel Magalhães. Destaque para os vestidos de festa com cintura marcada e ultrafemininos, em diferentes tons de verde (do fluo ao pastel).