Vestibular da Unicamp pode mudar em 2010

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

Proposta atual amplia o número de questões na 1.ª fase e muda cobrança de conteúdos da prova na 2.ª

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estuda adotar mudanças em seu vestibular a partir de 2010. As alterações, que incluem aumento de questões na primeira fase e modificação na estrutura da segunda, devem ser anunciadas até o fim do semestre. No entanto, a prova deste ano, cujas inscrições começaram ontem, não terá nenhuma modificação. img src=http://www.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif alt=''link'' border=0> Leia mais informações sobre vestibular O projeto em discussão na universidade prevê um maior número de questões na primeira fase, atualmente composta por uma redação e 12 questões dissertativas de Matemática, Física, Química, Biologia, História e Geografia. Com a mudança, seriam adicionadas questões objetivas, abertas (que não oferecem alternativas na resposta) ou fechadas (formato de múltipla escolha). "Mesmo com as alterações, devemos manter as questões dissertativas na primeira fase", explica Renato Pedrosa, coordenador executivo do Comvest, responsável pela elaboração e aplicação do vestibular da universidade. "Assim, a primeira fase seria uma prova mista." O objetivo das alterações em discussão é o aumento da seletividade dos candidatos de cursos muito disputados. Segundo Pedrosa, as mudanças não vão alterar o princípio de avaliação utilizado no vestibular atual da Unicamp, que, na primeira fase, é voltado para habilidades gerais, cobrando conteúdos formais de forma dinâmica. "Queremos manter o caráter criativo e interdisciplinar", afirma. Para a segunda fase, que dura quatro dias e é composta por oito provas dissertativas (duas por dia) de Língua Portuguesa e Literatura, Ciências Biológicas, Química, História, Física, Geografia, Matemática e Inglês, as alterações em estudo não devem ser grandes. "Ainda não sabemos quantos dias de prova serão, mas acredito num mínimo de três", afirma. De acordo com ele, a segunda fase deve primar por uma maior conexão e interdisciplinaridade de assuntos. "Queremos atualizar os eixos do conhecimento, focando nas orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação", afirma. O coordenador cita o projeto aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) que definiu um currículo mais abrangente e interdisciplinar para o ensino médio no País, dividindo as atuais disciplinas em eixos do conhecimento. O número de questões, segundo Pedrosa, não deve ser modificado. ENEM E FUVEST Neste ano, os estudantes também enfrentam mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre nos dias 3 e 4 de outubro com 180 questões e uma redação. A Fuvest, que realiza as provas da Universidade de São Paulo (USP), anunciou que a nota da primeira fase não terá peso na nota final. A segunda etapa terá 42 questões em três dias: o primeiro para Língua Portuguesa e redação; o segundo para conteúdos gerais e o terceiro para provas específicas.