Uma nova função

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

Há umas duas semana, dediquei a coluna há dois gatinhos amigos que haviam morrido. O assunto é difícil, pois só quem perdeu um filhote sabe da dor que se segue ao acontecimento. Há um pouco mais de um ano, meu gato Luc foi para o céu dos felinos. Ele havia completado seis anos de vida. Era o oposto da Dylan, minha outra gata: não se relacionava, ficava encostado no seu canto, era arisco como uma flecha - comportamentos motivados pelos maus tratos que sofreu antes de chegar em casa. Luc ficou traumatizado e nada o fazia imaginar que parte dos humanos é gente boa. Quando caiu da janela, um lado meu imaginou se aquilo não era o destino puxando ele para uma nova função: o de vigiar seus pais e, especialmente, a Dylan lá de cima. Na pele de anjinho, Luc deve ter dado muita risada quando Bono chegou em casa e colocou a ?mamãe? Dylan pra trabalhar novamente.