Uma longa trajetória fashion

- O Estado de S.Paulo

As primeiras bolsas chamavam-se reticules ou ridicules, e datam do final do século 18. Eram como bolsos portáteis, feitos de rede e depois de seda, e fechados por um cordão que se amarrava aos pulsos das moças da época. Daí, vieram as carteiras. Quando as bolsas maiores (tipo saco ou sacola) apareceram, o poder de sedução do artigo foi colocado à prova. Mais: segundo a Enciclopédia da Moda (editora Companhia das Letras), as bolsas viraram motivo de chacota. No entanto, a zombaria não durou muito tempo e, no início do século 20, nossas fiéis parceiras já eram indispensáveis. Nos anos 20, com Chanel e suas correntes douradas, tornaram-se objeto de desejo e passaram a "carregar status" - além de maquiagem e companhia. Na década seguinte, em 1937, foi a vez do modelo Kelly Bag, da marca Hermés, se tornar desejada. Peça preferida de Grace Kelly, a bolsa foi batizada com o nome da atriz em 1955 e, até hoje - a exemplo da também clássica Chanel -, permeia os sonhos femininos. De lá para cá, muitas outras marcas conquistaram a cobiça feminina. Porém, de forma mais efêmera. A jornalista Lilian Pacce lembra de um fenômeno dos anos 90: a bolsa baguete, da Fendi. "Ironicamente, a peça tinha nome de pão e vendeu como pão."