Prova exige mais raciocínio

- O Estado de S.Paulo

O novo Enem exigirá dos estudantes conhecimento, raciocínio e, principalmente, capacidade de relacionar temas para chegar à resposta correta. Uma mesma pergunta poderá incluir, ao mesmo tempo, temas de história e geografia, de biologia e química ou de literatura e compreensão de linguagem, por exemplo. O número de questões também foi alterado e passará de 63 para 180, abordando quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. A prova, antes realizada em um único dia, agora será aplicada em dois. A nota obtida no novo Enem continuará sendo aceita em vestibulares de várias instituições, como a Universidade de São Paulo (USP), e também no processo seletivo do ProUni. Além disso, 45 universidades federais, entre elas a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vão adotar a prova como primeira ou fase única de seus vestibulares. Pelas novas regras, a participação no Enem também servirá como conclusão do ensino médio. Podem prestar o exame estudantes de escolas públicas e particulares que estejam no terceiro ano do ensino médio e os que já concluíram os estudos em anos anteriores, além daqueles que cursaram a Educação de Jovens e Adultos (EJA).