Presente ou estorvo?

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

Não é à toa que os ovos de Páscoa são simbioticamente ligados aos coelhos. No mês de abril, os presentes de chocolate se proliferam na sua vida com a mesma velocidade reprodutiva dos leporídeos. Você ganha um ?ovão? do cônjuge e comemora. Aí, recebe outro do chefe, com entusiasmo ainda elevado. O terceiro vem do melhor amigo e o agradecimento já não é tão efusivo. Um quarto ovo surge durante a visita da sogra, que, em troca, leva para casa um sorrisinho. Quando a vizinha aparece com o quinto embrulho de celofane - na certa, tentando desesperadamente se livrar dele -, o gosto de cacau que não sai da sua boca só te permite duas reações: cortar relações com a espertona ou fazer do ?presente? um vudu contra a sem noção, derretendo-o em banho maria. Não quer deixar a Páscoa passar em branco? Então, moderação. Não vá encher a despensa alheia de gordura e calorias suficientes para acabar com a fome na Namíbia. Antes de presentear, verifique se o homenageado já recebeu outros ovos. Se sim, acredite: um bombom será muito mais bem-vindo.