Para ONG, decisão cria duas classes de pacientes

- O Estado de S.Paulo

O episódio do Raltegravir trouxe novas questões que têm de ser discutidas, avalia o integrante do Grupo Pela Vidda Mario Scheffer. "É preciso definir o papel das coordenações estaduais e avaliar a agilidade de incorporação de novas drogas pelo Consenso Terapêutico nacional." Uma das possibilidades, afirma, seria o consenso começar a discutir a eficiência da droga antes mesmo de ela ter o registro na Anvisa. O presidente do Forum de ONGs/Aids, Rodrigo Pinheiro, tem opinião semelhante. "Talvez o consenso precise ser mais ágil. Há muitos pacientes que não respondem a tratamentos tradicionais." Scheffer acredita, no entanto, que a decisão de São Paulo acabou criando duas classes de pacientes, os paulistas que têm acesso ao remédio e os que vivem nos outros Estados, "algo que contraria os princípios do Sistema Único de Saúde".