Pandemônio

Rosiska Darcy* - O Estado de S.Paulo

Tudo começou anos atrás. Pássaros mortos encontrados nos jardins eram o sinal macabro de que o vírus da gripe aviária voava baixo. Passou, ninguém mais falou nisso, como se alguém tivesse confundido um tsunami com poeira de maresia. No inconsciente coletivo, entrou o sentimento de uma possível devastação mundial, não por uma estrondosa bomba atômica, mas por um ser minúsculo e invisível. A antipática palavra pandemia entrou no vocabulário corrente.