Pais alertam sobre carreira desgastante

- O Estado de S.Paulo

"Ser professor é contribuir com a vida das pessoas", filosofa Mariana Piza, de 26 anos, moradora da Tijuca, aluna do 8.º período de licenciatura em Geografia. "Mas aqui na faculdade, gente apaixonada assim pela profissão, é minoria." Ela também chegou à faculdade sob oposição do pai, professor de História, e da tia, que trabalha com alfabetização. ''Educação não é prioridade no Brasil. Por isso os pais que são professores não querem que os filhos sigam a profissão. É uma carreira desgastante, os salários são baixos.'' Quem é apaixonado pelo trabalho em sala da aula acaba contaminando os filhos. Paloma Feitosa, de 19, sempre ouviu a mãe suspirar de felicidade diante dos progressos dos alunos nas aulas de Literatura. "Minha mãe reclama até hoje que ganha pouco, mas é apaixonada pelos alunos e por educação. Fui criando a mesma paixão que ela."