O sutiã faz 100 anos

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

Uma imagem ícone das mais recentes é a de Madonna em sua turnê dos anos 90, Blonde Ambition Tour, com um sutiã em forma de cone no corpete criado pelo "enfant terrible" do mundo fashion francês, o estilista Jean-Paul Gaultier. A peça irreverente de Gaultier foi uma das inúmeras formas que o sutiã já adquiriu desde sua criação, na França, quando foi apresentado na capa da revista Vogue de 1907, composto por um tecido rígido cobrindo os seios, com cintas de suporte e laterais de tecido. Cem anos depois, chegamos ao modelo mais recente, o Flex Body Bra, um sutiã feito com adesivo de silicone que fixa separadamente cada seio. A peça foi aplicada por Jimmy Coco, especialista em bronzeamento artificial, nas estrelas que passaram pelo tapete vermelho do Teatro Kodak no Oscar 2007. Mas a história do sutiã, desde sua criação, teve vários momentos importantes. Um deles ocorreu nos anos 30, com o surgimento dos modelos mais sofisticados e elegantes, quando apareceram os bojos de enchimento e as estruturas de metal para aumentar o volume dos seios. Nos anos 50, a imagem ícone foi a da atriz Brigitte Bardot com um pequeno sutiã meia taça com rendinhas. Em 1959, surgiu a Lycra, tornando as peças mais sedutoras. Nos anos 60, o sutiã foi queimado em praça pública, como símbolo da liberação feminina. As mulheres abandonaram o sutiã, deixando o busto livre, ou passaram para a usá-lo sem costura, num período de valorização dos seios pequenos. Nos anos 80, surgiram os sutiãs de lycra, rendados, e a partir dos anos 90 até hoje, as peças passaram a ganhar novas cores, tecidos, armações e formas anatômicas, que voltaram para valorizar o tamanho dos seios.