Nova gripe matou 181 no País

- O Estado de S.Paulo

?Estado? divulga guia sobre onde buscar remédio contra a doença

A confirmação da segunda morte por gripe suína na Paraíba elevou para 181 o total de óbitos no País. Segundo a Secretaria de Saúde local, a vítima era um professor de inglês de 35 anos, que morava em Cabedelo. A secretaria revelou que, além do A(H1N1), o professor tinha suspeita de pneumonia. Em São Paulo, divulgou-se na sexta-feira os 176 postos de retirada do oseltamivir, remédio indicado para a gripe que pode ser retirado por pacientes de risco. A ideia é desburocratizar o tratamento, que é eficaz se realizado em até 48 horas após os sintomas. Além das novas unidades, reunidas em um guia que o Estado publica hoje, hospitais devem viabilizar a entrega do remédio para pessoas internadas. Mas o consultor de vendas Jonas Fortunato, de 33 anos, relatou que pela segunda vez sua família enfrentou dificuldades para obter a droga. Na quinta-feira, já tinha sido difícil conseguir o medicamento para o filho de um ano e meio, considerado paciente de risco. Só conseguiu após perambular todo o dia, telefonando para serviços de saúde. Segundo Fortunato, com a sogra que tinha sintomas, mais uma vez teve de "correr atrás" do remédio, apesar de isso ser responsabilidade do hospital quando o paciente se encontra internado. "Eles não sabiam onde buscar e nós entramos em contato com a secretaria", afirma ele. "Chegaram a sugerir que um de nós saísse do hospital para buscar." O medicamento acabou sendo retirado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. A administração do Hospital Jardins, onde a sogra de Fortunato estava internada, negou dificuldades para a obtenção da droga e que tenha sugerido que a família a retirasse. "Quem foi retirar foi a própria equipe. Temos uma infectologista que é do próprio Emílio Ribas e ela implantou todo o protocolo", afirmou Andréa Costa, responsável pela área administrativa da unidade. CASO JACQUELINE Em entrevista ao Fantástico, na Rede Globo, amigas da adolescente Jacqueline Ruas, morta com sintomas de gripe na semana passada, ao voltar dos EUA, afirmaram que uma guia da empresa de turismo Tia Augusta pediu que elas usassem maquiagem e óculos escuros para que parecessem saudáveis e pudessem embarcar no avião. A empresa nega.