No prato, a saúde do seu filho

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

Muita gente que hoje sofre as conseqüências de uma má alimentação - obesos, diabéticos, cardiopatas e afins - começou a comer mal na infância. Os abusos gastronômicos não corrigidos lá atrás acabaram gerando abusos ainda maiores na fase adulta e, conseqüentemente, organismos comprometidos, vulneráveis a doenças e complicações das mais diversas. E o problema não pára aí - é jogado no colo das crianças. Sem perceber, muitos destes grandões ?malcriados? estão repassando a mesma dieta indisciplinada para os filhos, comprometendo também a saúde da próxima geração. Por isso, em homenagem ao Dia da Saúde e Nutrição, comemorado ontem, a Revista JT dá dicas preciosas para os pais que querem evitar que seus pequenos ?penem? no futuro por não terem aprendido cedo a se alimentar corretamente. E o embasamento das lições está no recém-lançado livro ?Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia? (Editora Roca, 1.122 páginas), um riquíssimo manual da boa alimentação elaborado por 126 nutricionistas brasileiros, que, em 11 seções e 67 capítulos, orienta profissionais da área, estudantes e leigos a se comportarem - e a ensinarem a família se comportar - diante da geladeira. Entre muitos tópicos, a obra explica em detalhes como as crianças precisam comer para se tornar adultos sadios. ?A prática alimentar baseada numa dieta balanceada desde a infância é fundamental para o crescimento saudável e o desenvolvimento intelectual, visando inclusive à prevenção de distúrbios nutricionais, como anemia, desnutrição e obesidade?, ensina o livro. Em quadros bem didáticos, os autores responsáveis pelos tópicos referentes à nutrição infantil mostram como os grupos de alimentos - cereais, hortaliças, frutas, carnes, leguminosas, leite e gorduras - agem no corpo das crianças e de que maneira os pais podem balanceá-los à mesa, indicando inclusive porções diárias de acordo com a faixa etária (leia nas próximas páginas). Há ainda recomendações nutricionais para crianças de 1 a 13 anos, informações sobre distúrbios do apetite e orientações para a alimentação dos pequenos em fase escolar e pré-escolar.