Movimentação é legal, diz advogado

- O Estado de S.Paulo

A DEFESA

O advogado Arthur Lavigne, que representa a Universal, a Record e as outras empresas do grupo, disse que não teve acesso aos documentos apresentados à Justiça. Mas afirma que denúncias de operações financeiras ilegais contra o grupo são recorrentes e, logo depois, arquivadas. "Toda vez é a mesma coisa. Desde 1992 houve inúmeros inquéritos abertos sempre com o mesmo foco.", diz. "A acusação é sempre que a Igreja Universal receberia dízimos dos fiéis, remeteria para fora e por meio de operações traria de volta, sendo beneficiada. Isso já proporcionou inúmeros inquéritos que foram arquivados. Um deles foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal", disse o advogado. Segundo ele, a defesa usará documento emitido pela Receita que atesta a legalidade das operações. "No mesmo período das denúncias, baseadas em relatório do Coaf, a Receita fez uma profunda investigação nessas empresas e concluiu pela legalidade das movimentações."