Inteligência financeira

- O Estado de S.Paulo

Use a razão na hora das compras. Antes de passar no caixa, pergunte-se: "eu realmente preciso disto agora?" Faça um planejamento para o futuro. É fundamental que tenha planos. Pode ser liquidar as dívidas, fazer um curso no exterior, trocar de carro, etc. Concentre seus esforços para tal objetivo, organizando o orçamento. Organize as finanças no papel para "enxergar" os problemas. É comum fazer contas mentais, só que, na prática, é tudo diferente. Essa percepção ajuda a fazer ajustes. No site Toledo Cursos, Elaine disponibiliza uma planilha mensal. Mantenha uma caixa e deposite todos os recibos de gastos. Uma vez por semana, disponibilize meia hora para passar a limpo os valores na planilha. Classifique cada despesa como B (básico), C (contornável) e D (desnecessário). Corte as despesas D, diminua ou elimine as despesas C e tente reduzir o que for possível nas despesas B. Não elimine despesas que afetem somente a vida de um dos membros da família, busque equilibrar o sacrifício entre todos. Aprenda a lidar com os índices dos juros para, assim, avaliar os riscos. Saiba as tarifas cobradas por bancos. Não fuja dos credores e não adie as ações necessárias. Priorize as dívidas com juros altos. Vá direto ao credor, não negocie com intermediários. Peça um extrato detalhado da dívida. Parta para a negociação da forma mais racional e consciente possível. Divida o valor em parcelas que você realmente consiga pagar mensalmente, sem atraso. Caso contrário, toda a negociação será perdida e sua credibilidade também.