Exame de osteoporose depende de verba

Brás Henrique - O Estado de S.Paulo

Desde agosto de 2008, uma lei sancionada pelo então prefeito Welson Gasparini (PSDB), em projeto encaminhado pela Câmara, tornaria Ribeirão Preto a primeira cidade do mundo a fazer, gratuitamente, a osteosonografia (exame capaz de rastrear o colágeno ósseo) em adolescentes de escolas públicas municipais. Porém, a verba de R$ 60 mil para o projeto, com duração de um ano, não foi incluída no orçamento deste ano e não existe previsão de quando a prefeita Dárcy Vera (DEM) irá disponibilizar os recursos. Além disso, o Departamento Jurídico da prefeitura analisa se o projeto é constitucional - se deveria ter partido do próprio Legislativo ou se isso seria função do Executivo, já que gera gastos para a prefeitura. A meta do projeto é fazer exames e controles semestral e anual em 1,2 mil crianças, entre 6 e 11 anos. A osteosonografia é capaz de detectar com 50 anos de antecedência o grupo com predisposição para desenvolver fratura óssea na senilidade. Isso ajudaria a evitar gastos públicos com tratamentos e cirurgias. "De 1995 a 2000, o Sistema Único de Saúde (SUS) teve aumento de gastos em desdobramentos com a osteoporose de 107%", comenta o médico Odilon Iannetta, autor do projeto. "Fazendo o rastreamento nas crianças poderemos diminuir os gastos com próteses, cadeiras de rodas, cirurgias e tratamentos."