Doença mobilizará a rede básica

Fabiane Leite e Emílio Sant?Anna - O Estado de S.Paulo

A entrada da nova gripe suína ao País faz com que, além de hospitais de referência, serviços básicos de saúde, como postos de atendimento das prefeituras, mais próximos da população, tenham papel fundamental na identificação e encaminhamento de novos casos suspeitos. Consultórios que atendem planos de saúde, ambulatórios e prontos-socorros dos convênios também passam a ter mais responsabilidade - 40,9 milhões de brasileiros têm planos. Ainda nesta semana, secretários municipais de saúde e empresas privadas do setor devem debater melhorias no preparo para um possível incremento de casos no País. "Ainda não temos um treinamento de toda a rede básica. Eles estão sendo informados sobre a doença. Esta discussão ainda vai acontecer. Além disso, a rede privada deve ser chamada", defendeu, anteontem, a médica Nancy Bellei, do comitê técnico de influenza da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e que participou da elaboração de um plano de contenção de uma eventual epidemia de gripe no Estado de São Paulo. A rede básica deve enviar pacientes suspeitos aos hospitais de referência. "As UBSs são portas de entrada do atendimento. À medida que as pessoas têm mais informações, costumam procurar serviços próximos de suas residências, dos seus trabalhos", diz a coordenadora do Centro de Controle de Doenças paulistano, Rosa Maria Nakazaki, que afirma que a rede está preparada. "Será feita a investigação do quadro clínico do paciente e de seu histórico para se estabelecer a forma de contágio", afirma Antônio Carlos Nardi, presidente do Conselho de Secretários Municipais da Saúde. Os secretários discutirão a possibilidade de incluir o Programa de Saúde da Família no encaminhamento de casos suspeitos.