´Como vai´ à distância

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

Sábios são os japoneses por se cumprimentarem apenas com um aceno de cabeça. Na terra do sushi, contato físico é reservado aos muito íntimos. Tradição que cairia bem por aqui também. A não ser que no Brasil virasse crime deixar de lavar as mãos. O brasileiro parece não se importar muito em levar para dentro de casa ou para a mesa de trabalho os germes e bactérias que infestam ônibus, trens, lotações, carros e afins. Passar o sabão nos mesmos horrendos microorganismos depois daquele break no banheiro é outro cuidado ignorado por boa parte da população. Os ?descuidados? podem não saber, mas, além de se encherem de nojentinhos, também os espalham, contaminam os outros, pelos calorosos cumprimentos tupiniquins, pelas maçanetas, canetas, papéis e demais utensílios compartilháveis. Você não vai perder uma perna se passar dois minutos lavando as mãos assim que chegar da rua ou antes de deixar o banheiro. Lembre-se: a água é insípida, inodora, incolor - e indolor.