Até agora, País tem 76 mortes

JAMIL CHADE - O Estado de S.Paulo

Apesar de o boletim do Ministério da Saúde registrar 56 mortes por gripe suína, o dado atualizado, baseado nas informações das secretarias de Estado da Saúde, chegava ontem a 76. São Paulo tem o maior número: foram 37 óbitos no total. Em seguida vem o Rio Grande do Sul, com 25, e o Rio, com 9 no total. Ontem, a Organização Mundial da Saúde também alertou que o risco da gripe suína para grávidas é maior no segundo e terceiro trimestres de gestação. A agência constatou que há risco maior de abortos em grávidas infectadas, além de morte do feto. A entidade aponta que pandemias anteriores registraram padrões semelhantes em relação às grávidas. Elas também correm mais risco em uma temporada sazonal de gripe. Mas esse risco se amplia com a atual pandemia, que afeta os mais jovens. "Uma mulher grávida está sob risco e deve procurar um médico se identificar sintomas da gripe", disse o porta-voz da OMS, Thomas Abraham. A OMS também pede que ginecologistas que estejam acompanhando as grávidas fiquem atentos para os sintomas. As grávidas ainda devem estar entre os grupos que primeiro receberão doses de vacinas, assim como antivirais. Nos Estados Unidos, a recomendação já vai nesse sentido. Além das grávidas, o grupo de risco inclui pessoas com problemas de pulmão, asma, doenças cardiovasculares e diabete, além de obesidade. A entidade alerta ainda que um ponto surpreendente é o número de pessoas saudáveis e com menos de 50 anos que desenvolvem a doença de forma rápida, com pneumonia severa e órgãos que deixam de funcionar. A entidade não sabe porque isso ocorre. Por isso, a OMS pediu que pacientes e médicos fiquem atentos as sintomas de gripe grave.