A origem da venda direta

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

Tudo começou com os vendedores da Enciclopédia Britânica, no fim do século 18, que ofereciam suas coleções em domicílio. Por causa da dificuldade de vender os livros, o vendedor David McConnell, de Nova York, aceitou a sugestão da esposa de oferecer um perfume como brinde. Foi quando percebeu que as pessoas compravam mais por causa do perfume do que pela enciclopédia. Então decidiu vender cosméticos de porta em porta. Em 1887, McConnell contava com uma equipe de 12 mulheres, que vendia cosméticos diretamente aos consumidores - selando a força feminina nesse segmento, no consumo e na venda. A empresa, que se chamava Perfume Califórnia, ampliou a oferta de produtos, e mudou o nome para Avon, uma alusão a Stratford-upon-Avon, terra natal de William Shakespeare. No Brasil, as vendas diretas engatinhavam com os produtos Hermes na década de 40. Com o crescimento da indústria de bens de produção e consumo, no governo JK, a multinacional Avon entrou no País. Em 1959, a empresa inaugurou sua fábrica em São Paulo. Batons foram os primeiros produtos a serem vendidos no sistema porta a porta. Nos anos 60, o setor se expandiu. A Natura, outra grande referência do ramo, surgiu em 1969. Mas somente cinco anos depois a marca optou pela venda direta de seu produtos. Outros seguiram o mesmo caminho. Quem não se lembra da Tupperware, Yakult, Mary Kay Ash, entre outros? Fonte: livro Pode Entrar, a Casa é Sua - História da Venda Direta por Seus Protagonistas, da ABEVD.