'Quero deixar minha mãe orgulhosa', diz Príncipe Harry sobre projeto social na África

- O Estado de S.Paulo

Em 2006, Harry fundou o projeto Sentebale, que ajuda adolescentes com AIDS em Lesoto

Príncipe Harry em visita a Lesoto, na África.

Príncipe Harry em visita a Lesoto, na África. Foto: Sentebale

A princesa Diana ficou muito conhecida por sua bondade e por viajar o mundo promovendo a saúde e educação - e até foi apelidada de Princesa dos Pobres muitas vezes. Agora, seu filho, príncipe Harry, quer continuar com esse trabalho e fazer o que pode para ajudar aos outros.

Em 2006, Harry fundou o projeto Sentebale, que ajuda crianças com HIV em Lesoto, na África. No ano passado, ele voltou para uma temporada no país e seus trabalhos no local foram filmados para o documentário Príncipe Harry na África, recentemente exibido numa TV britânica.

"Eu queria fazer algo construtivo e deixar minha mãe orgulhosa e usar meu nome e posição para o bem", diz ele num momento do longa, em que conta sobre seus trabalhos sociais e sobre sua paixão pela África. "No começo, eu era apenas o príncipe branco que fazia as crianças rirem", brincou. Mas, com o passar dos anos, seu trabalho começou a ficar cada vez mais sério. "Quem quer que você seja, se não puder interferir na política e mudar grandes coisas no mundo, faça o que você pode fazer – seja na sua comunidade, no seu bairro, na sua igreja”, declarou Harry.

Num dos momentos do documentário, Harry passa um dia com Mutsu, um menino órfão de 12 anos que o príncipe conheceu quando tinha quatro anos. Os dois mantiveram contato durante todos esses anos por meio de cartas. Por meio desse menino, o documentário toca no ponto da paternidade, já que é muito comum crianças que perderam os pais para a AIDS.

Harry ainda diz, no longa, que o trabalho que faz na África é uma forma de 'escapar' das formalidades e da fama que tem na Inglaterra. Desde que seu projeto Sentebale foi criado, mais de 21 mil adolescentes já fizeram testes de HIV e receberam serviços médicos. O príncipe pretende expandir o serviço para mais cinco países da África sub-saariana até 2020.