Príncipe Harry sobre luta de Diana contra a homofobia: 'Ela usou sua posição para desafiar'

Redação - O Estado de S.Paulo

Ele falou sobre quando, em 1987, sua mãe tocou na mão de um homem portador de HIV, quebrando preconceitos da época

Príncipe Harry recebendo o prêmio póstumo de Diana concedido pela revista Attitude.

Príncipe Harry recebendo o prêmio póstumo de Diana concedido pela revista Attitude. Foto: REUTERS/Frank Augstein

Na última quinta-feira, 12, a princesa Diana foi homenageada pela revista LGBT Attitude, que lhe deu um prêmio póstumo por sua luta pela conscientização do HIV nas décadas de 1980 e 1990. O prêmio foi recebido por seu filho mais novo, o príncipe Harry, que fez um emocionante discurso sobre a mãe.

"Em abril de 1987, minha mãe tinha apenas 25 anos. Ela ainda estava se acostumando com a vida pública, mas já sentia responsabilidade de usar seu papel de destaque para ajudar as pessoas e problemas que eram frequentemente ignorados. Ela sabia que a Aids era uma das coisas que muitos queriam ignorar e parecia um desafio impossível de se enfrentar. Ela sabia que a falta de informação sobre essa doença relativamente nova estava criando uma situação perigosa misturada com a homofobia", começou Harry ao receber o prêmio.

"As pessoas estavam condenadas ao ostracismo por comunidades – e, às vezes, por suas famílias – simplesmente por estarem doentes. Então, naquele abril, quando ela apertou a mão de um homem de 32 anos com HIV, em frente às câmeras, ela sabia exatamente o que estava fazendo. Ela usou sua posição como Princesa do País de Gales para desafiar qualquer um a se informar, a criar compaixão e a ajudar aqueles que precisavam de ajuda em vez de afastá-los", concluiu.

Após Harry subir ao palco, Ian Walker, um terapeuta ocupacional aposentado que trabalhou no London Lighthouse também falou sobre Diana. "Ela pareceu quebrar um milhão de barreiras com aquele simples ato. Era uma época em que as pessoas tinham muito medo de tocar em pessoas com HIV, pessoas usavam luvas e máscaras nos hospitais. As pessoas [doentes] eram rejeitadas por suas famílias. Ela segurou a mão de um cara naquela noite e isso quebrou muito o estigma", falou.