'Não quero homem gritando 'gostosa'. Quero mulheres gritando por liberdade e poder', diz Valesca

Redação - O Estado de S. Paulo

Cantora relembrou assédio de empresário em camarim: ‘Chorei muito e guardei isso para mim por um tempo’

Com discursos pela igualdade de gênero, Valesca se tornou uma voz feminista no funk brasileiro

Com discursos pela igualdade de gênero, Valesca se tornou uma voz feminista no funk brasileiro Foto: Instagram/@valescapopozudaoficial

Feminista assumida, a cantora Valesca Popozuda falou sobre como o machismo afeta a sua vida em entrevista Ritmo Brasil, da RedeTV!. A artista ainda relembrou o episódio em que um empresário tentou assediá-la.

“Estava no camarim me arrumando e ele entrou querendo alguma coisa. Chegou encostando em mim. Uma hora ele disse: 'para de palhaçada, até parece que é santa' e veio querendo colocar o órgão [sexual] dele para fora. Eu estava com um babyliss na mão e encostei nele sem querer. Chorei muito e guardei isso para mim por um tempo”, relatou Valesca.

Para a cantora, a luta pela igualdade de gênero é uma bandeira que precisa ser defendida por todas as mulheres. “Machismo é uma coisa que sempre vai existir. A gente luta contra isso, mas é algo que vem de casa”, afirmou. “Não quero homem gritando 'gostosa, maravilhosa' para mim, não. Eu quero as mulheres gritando por liberdade e poder. Queremos ser respeitadas”, acrescentou.

Recentemente, a cantora regravou a letra de Beijinho no Ombro, um de seus principais hits, mas desta vez ressaltando a importância da união entre as mulheres.