Kesha explica como festas de fim de ano atrapalham quem tem problemas de saúde mental

Redação - O Estado de S. Paulo

Em texto publicado na revista ‘Time’, Kesha pede que as pessoas não se culpem caso não se sintam felizes no Natal

A cantora Kesha

A cantora Kesha Foto: Danny Moloshok / REUTERS

A cantora Kesha escreveu um ensaio na edição da última quinta-feira, 30, da revista Time, revelando as dificuldades que passa em festas de fim de ano por problemas de saúde mental. O texto é fruto de parceria da revista com o site Optionb, organização que oferece auxílio a indivíduos com dificuldades desse tipo.

Segundo Kesha, os feriados, que “eram para ser a parte mais festiva e divertida do ano”, podem se tornar ocasiões estressantes e muito emotivas. “Todos planos e expectativas de alegria podem ser mais difíceis do que parecem. Isso é verdade principalmente para aqueles que têm problemas com saúde mental — seja depressão, ansiedade, vício ou outros desafios”, escreveu.

Para a artista, os feriados interrompem uma rotina — “e isso pode mexer com você”. Neles, às vezes as pessoas têm de passar tempo com familiares com quem raramente convivem ou nem sempre se dão bem. “Ou talvez você esteja sozinho enquanto todo mundo está com a famíla. Ou talvez você esteja de folga no trabalho, e com mais tempo para ter pensamentos perturbadores. Ou esteja no trabalho e não pode estar com quem você ama.”

Ela explica que, se uma rotina facilita lidar com sua saúde mental, quando é rompida, “pode ser um gatilho para problemas que você não quer enfrentar”. “Foi nos feriados que eu tive momentos ruins e com a ajuda da minha mãe decidi buscar ajuda para meu distúrbio alimentar.”

Para ela, as pessoas também não devem se culpar por não estarem felizes no Natal. “É só mais um dia — não coloque expectativas não realistas nele, e não se desgaste por isso.” Por fim, Kesha adverte que pessoas com esses problemas não tenham como “responsabilidade fazer o mundo inteiro feliz”. “Tentar passar o tempo todo agradando todo mundo não é só desgastante — é impossível.” Para ela, o ideal é a pessoa passar um tempo sozinha para se recuperar e, aí sim, voltar às reuniões familiares.