Homem que fingia ser Justin Bieber é acusado de 931 crimes de pedofilia

- O Estado de S.Paulo

Polícia de Queensland, na Austrália, relata que os crimes aconteciam há mais de uma década

Australiano fingia ser Justin Bieber para pedir fotos sensuais de fãs do cantor.

Australiano fingia ser Justin Bieber para pedir fotos sensuais de fãs do cantor. Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

Um australiano de 42 anos está sendo acusado de cometer 931 crimes de abusos sexuais contra crianças, após já ter sido acusado de fingir ser Justin Bieber para solicitar fotografias de crianças na internet, segundo o Serviço de Polícia de Queensland, Austrália. As informações são do The New York Times.

A polícia disse ao jornal que muitas das vítimas identificadas nas fotos são fãs de Justin Bieber da Austrália, Grã-Betanha e dos Estados Unidos. O suspeito, que não teve o nome revelado, já estava enfrentando processos no estado de Queensland por possuir material pornográfico infantil e por coagir crianças menores de 16 anos a enviarem fotos nuas nas redes sociais.

Agora, as 931 acusações incluem crimes de estupro, exploração de material pornográfico infantil e aliciamento de menores. De acordo com a polícia, os crimes são cometidos há mais de dez anos.

O homem era investigado pela polícia há bastante tempo e já havia pedido as senhas de suas contas nas redes sociais, mas o suspeito negou. A polícia então invadiu sua residência e coletaram seu computador, que, após ser examinado, revelou que o homem usava aplicativos e sites, como Facebook e Skype, para se comunicar com as vítimas e convencê-las a mandar imagens de nudez.

"Essa investigação demonstra a vulnerabilidade de crianças que estão usando as redes sociais e aplicativos de comunicação, e o alcance global e a habilidade que os pedófilos têm para seduzir suas vítimas. O fato de tantas crianças acreditarem que elas estavam se comunicando com essa celebridade destaca a necessidade de repensar seriamente a forma como nós, como sociedade, educamos nossas crianças sobre segurança na internet", disse o investigador Jon Rouse, que trabalha na força-tarefa da polícia de Queensland de combate a crimes sexuais contra crianças.