Chris Brown é processado por facilitar abuso sexual na casa dele

redação* - O Estado de S.Paulo

Mulher alega que foi obrigada a ter relações sexuais com amigos do cantor, que promovia uma festa com drogas e bebida

Chris Brown, em julho de 2013, participa de audiência após acusações de atropelamento e fuga em Los Angeles.

Chris Brown, em julho de 2013, participa de audiência após acusações de atropelamento e fuga em Los Angeles. Foto: Alberto E. Rodriguez/Reuters

O cantor Chris Brown foi processado nesta quarta-feira, 9, em Los Angeles por uma mulher que afirma ter sofrido abuso sexual na casa do rapper por um amigo dele, o também cantor Lowell Grissom, conhecido como Young Lo. A vítima alega ainda que foi abusada por uma mulher menstruada que a forçou a fazer sexo oral.

"Esse é um dos casos de violência sexual mais horríveis que já vi", disse a advogada Gloria Allred, conhecida por defender casos como esse há décadas. "Minha cliente está gravemente traumatizada pelo que foi forçada a sofrer".

O processo, iniciado na Justiça civil, alega que houve agressão sexual, violação dos direitos civis e inflição intencional de angústia emocional. O documento exige um pagamento não especificado por danos compensatórios e punitivos.

A mulher, que teve a identidade protegida e foi identificada como Jane Doe, diz que foi com uma amiga a um show de Chris Brown em West Hollywood no dia 23 de fevereiro de 2017. Elas conheceram o cantor e Grissom em uma festa em um estúdio de gravação, onde tiveram os celulares tirados.

Jane queria ir embora, mas Grissom se negou a devolver o celular dela a fim de convencê-la a ir para a casa do rapper, onde a festa continuaria. O processo detalha que, na residência, Brown distribuiu cocaína, êxtase e maconha para os convidados além de bebida alcoólica.

Para Jane, ele teria dado uma pílula com um pó branco, mas ela disse que não tomou, porque suspeitava que era para torná-la mais vulnerável sexualmente. A vítima disse também que viu várias armas na casa e que o cantor portava uma pistola na cintura.

Em um momento durante aquela noite, Jane se isolou em um quarto, onde Brown pediu a Grissom para fechar a porta. Outras mulheres mantinham relações sexuais com os dois cantores no local.

"A vítima se recusou a tirar a roupa e sempre deixou claro que não queria um encontro sexual com ninguém", afirma o processo. A outra mulher, que Jane acredita ser amiga dos cantores, a forçou a praticar sexo oral em Grissom e nela. Depois de um tempo, deixaram que ela saísse para tomar banho.

Grissom teria abusado de Jane duas vezes: uma no local onde tomou banho e outra na lavanderia enquanto esperava um táxi que havia chamado depois de receber o celular de volta.

Ao sair da casa, a vítima registrou a ocorrência na polícia, que informou que "nenhuma investigação está aberta". O processo indica que a polícia foi à casa de Brown - a pedido da mãe de Jane, que localizou o sinal de celular da filha -, mas o cantor impediu a entrada dos agentes, que foram embora.

Não é a primeira vez que Chris Brown se envolve em questões judiciais. Em 2009, ele foi condenado por agredir Rihanna, na época noiva dele. Em 2016, foi preso e acusado por agressão com arma letal. A defesa do cantor não respondeu às perguntas da agência de notícias AFP sobre o caso atual.

 

*Com informações da AFP