Tripulação de voos tem mais chance de transmitir gripe do que passageiros, aponta estudo

Redação - O Estado de S.Paulo

Equipe de cientistas analisou o comportamento de pessoas em aviões intercontinentais para prever a transmissão do vírus influenza

Estudo foi feito em dez voos intercontinentais (imagem ilustrativa)

Estudo foi feito em dez voos intercontinentais (imagem ilustrativa) Foto: Pixabay/Free-Photos

Um estudo divulgado nesta segunda-feira, 19, na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences concluiu que tripulantes doentes têm mais chance de transmitir vírus da gripe do que passageiros com a mesma doença.

Pesquisadores da Emory University, dos Estados Unidos, colocaram observadores na classe econômica de dez voos intercontinentais entre 2012 e 2013. Todos os voos tinham entre quatro e cinco horas de duração. Eles anotaram o padrão de comportamento de cada pessoa no voo para saber quantas pessoas, em média, um doente poderia infectar.

O estudo descobriu que, em média, um passageiro infectado sentado nas fileiras do meio do avião têm um potencial de infectar 0,7 pessoas por voo. Por outro lado, um membro da tripulação doente possui um potencial de infecção de 4,6 passageiros.

Além disso, pessoas que estavam sentadas nos assentos das janelas e que não se levantaram com frequência têm menos chance de serem contaminadas.

A pesquisa focou principalmente na transmissão do vírus influenza, responsável pela transmissão da gripe. O estudo cita dado da Organização Mundial da Saúde que afirma que a principal forma de contaminação deste vírus é pela transmissão direta quando algum doente espirra ou tosse próximo de outra pessoa (a uma distância de até um metro).

No entanto, o estudo não se aplica a outras doenças com maior capacidade de transmissão do que o vírus influenza e não se aplica a vírus que estão alojados na superfície dos objetos do avião como, por exemplo, no braço dos assentos.

O resultado não deve servir de alarme. Um dos autores do estudo disse ao Mashable que não há o que temer quando se tem uma boa assepsia das mãos, se a pessoa não leva as mãos ao rosto a todo instante e se não se senta próximo de alguém doente.