Problemas com pets no seu condomínio? Veja essas dicas para melhorar o convívio diário

Felipe Laurence, estagiário sob a supervisão de Charlise Morais - O Estado de S.Paulo

Advogada explica como lidar com condomínios sem um regulamento interno que fale dos pets

Advogada explica como lidar com condomínios sem um regulamento interno que fale dos pets

Advogada explica como lidar com condomínios sem um regulamento interno que fale dos pets Foto: Unsplash/Pixabay

Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os pets são uma realidade na vida da maioria dos brasileiros: já são 132,4 milhões deles. O que significa que aproximadamente três em cada cinco pessoas têm algum animal de estimação em sua casa. Com esse número elevado e ainda em expansão, aumentam também as questões sobre etiqueta e boa convivência desses pets dentro dos condomínios.

Ana Thereza Colen, advogada e franqueada da administradora de condomínios BRCondos, explica que "a convivência entre pessoas e animais é benéfica para as duas partes, porém, alguns tutores não respeitam os limites de espaço e silêncio, enquanto uma parcela dos moradores age de forma exagerada. Quando as duas partes esquecem o bom senso é que os problemas acontecem". Ela completa dizendo que não há como proibir a presença dos pets e que as disposições em convenção condominial que tentaram evitar a permanência deles não funcionaram.

Em condomínios construídos recentemente, já existem espaços destinados aos pets, onde donos e animais podem se divertir à vontade. No entanto, a grande maioria não dispõe desse trunfo e ainda depende de muita negociação no regimento interno entre seus condôminos. Ana, que também faz parte da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB de Varginha/MG, fala que "o ideal é que todos tenham acesso ao documento, que precisa informar os locais onde os animais podem transitar e fazer suas necessidades, além da conduta necessária do dono em relação a elas". Questões como o uso do elevador social, da coleira e do jardim também precisam ser regulamentadas.

Adequar a permanência dos pets no condomínio não somente é permitido, como também é saudável para a convivência dos moradores. "Se todos forem responsáveis com o que diz o regulamento, e se o mesmo estiver completo e bem feito, muito dificilmente teremos problemas e conflitos nos condomínios. A convivência exige que as partes envolvidas dialoguem, mas que também saibam escutar. Quanto mais saudáveis forem as relações, mais bem-estar terão os envolvidos", conclui a advogada.