Polícia investiga suspeito de assassinato graças à pulseira contadora de passos

Redação - O Estado de S.Paulo

Mais de um ano depois da morte de mulher, marido é o principal suspeito do assassinato porque sua história não bate com os dados do wearable

Dados da pulseira Fitbit estão ajudando a polícia na investigação de um assassinato.  

Dados da pulseira Fitbit estão ajudando a polícia na investigação de um assassinato.   Foto: Charlie Mahoney/The New York Times

Em dezembro de 2015, Connie Dabate foi encontrada morta em sua casa em Connecticut. Em seu obituário, foi escrita a frase: "Esposa amada e melhor amiga de Richard Dabate". Um ano depois, seu marido é o principal suspeito pela morte dela. A suspeita foi levantada, em boa parte, por conta de uma Fitbit, pulseira contadora de passos.

Na época da morte de Connie, Richard disse à polícia que uma pessoa mascarada entrou na casa deles, atacou o homem primeiro e, depois, foi até a mulher e a matou. Os promotores que investigam o caso, porém, disseram que a versão de Richard não bate com as evidências, segundo o jornal local Hartford Courant

Richard disse aos investigadores que o assassinato ocorreu às 9h da manhã, mas os registros de Connie mostram que ela estava andando pela casa por volta das 10h05. Além disso, há registros de atividades online de Connie por volta do mesmo horário.

Connie estava usando sua Fitbit durante a aula de spinning - câmeras de segurança mostram ela chegando à academia antes das 9h. Isso não bate com a história de Richard, que disse que a mulher retornou para casa depois de deixar as crianças na escola, por volta das 9h, horário em que o alarme de segurança da casa deles teria disparado.

Segundo a história de Richard, ao entrar na casa com o alarme ligado, ele encontrou um homem alto vasculhando o armário de roupas. Esse homem imobilizou Richard e, depois, atirou na mulher, que estava no andar de baixo.

O assassinato da mulher é cheio de mistério, pois envolve ainda uma amante do marido grávida e outras contradições nos depoimentos de Richard. A Polícia insiste ainda que os dados do wearable realmente lançam muitas dúvidas na história do marido.