Na Inglaterra, dois irmãos lutam contra câncer ao mesmo tempo

Redação - O Estado de S.Paulo

A mãe dos garotos, Keri Redfearn, contou as dificuldades do tratamento; eles foram diagnosticados com quatro meses de diferença

Uma mãe inglesa conta a luta que é cuidar de dois irmãos que foram diagnosticados com câncer com quatro meses de diferença

Uma mãe inglesa conta a luta que é cuidar de dois irmãos que foram diagnosticados com câncer com quatro meses de diferença Foto: Pixabay/1662222

A inglesa Keri Redfearn está vivenciando em dobro um drama que é o maior pesadelo de todos os pais: dois dos seus três filhos foram diagnosticados com câncer em um espaço de quatro meses. Leo, de dez anos, foi diagnosticado com um raro neuroblastoma e Oliver, de seis, foi diagnosticado com linfoma meses depois.

Em entrevista ao Daily Mail, Keri disse que em um primeiro momento a família torcia para que fosse um erro. “Se você imaginar o seu pior pesadelo e multiplicar por cem, esse é o sentimento que eu tive. Foi como se meu mundo tivesse caído e todos nós tínhamos esperança que o diagnóstico tivesse sido errado”, falou.

Segundo Keri, em outubro de 2017 Leo foi diagnosticado com neuroblastoma após um exame identificar um tumor em seu cérebro. Por volta do Natal, Oliver começou a sentir dores pelo corpo e a família pensou em se tratar de algo psicológico pelo estresse do tratamento do irmão.

“Nós o levamos a um psicólogo, mas os tratamentos não surtiram efeito. Ele começou a perder o apetite e ficar com o aspecto emaciado e então o levamos para fazer exames mais complexos”, explicou Keri. Foi então que Oliver também foi diagnosticado com câncer, um linfoma mais especificamente.

Os dois irmãos agora fazem tratamento no mesmo hospital em Wakefield, no norte da Inglaterra. Para se incentivarem, os dois usam uma ‘pulseira da coragem’ e vão adicionando uma miçanga para cada sessão de quimioterapia que fazem.

Apesar de tudo, Keri disse que os dois ainda se comportam como irmãos comuns: alternando momentos de brincadeira e briga, mas que eles se uniram de uma forma impressionante para dar força um ao outro.

“As últimas duas semanas foram terríveis, é o pesadelo de qualquer pai ter um filho diagnosticado com câncer, dois então é quase inédito. Câncer pediátrico é muito raro, são só cem casos por ano [na Inglaterra], precisamos de mais pesquisa para chamar a atenção e apoiar casos de famílias como a nossa”, desabafou a mãe.