Menino com autismo constrói maior Titanic em Lego do mundo

Redação - O Estado de S.Paulo

Brynjar Bigisson, da Islândia, usou 56 mil peças de montar

Obra tem 7,92 metros de comprimento e 1,52 de altura

Obra tem 7,92 metros de comprimento e 1,52 de altura Foto: Pixabay/@markusspiske

Um garoto islandês com autismo montou a maior réplica do Titanic em Lego do mundo. Brynjar Bigisson usou 56 mil peças na obra, que possui 7,92 metros de comprimento e 1,52 de altura.

“Quando viajei com a minha mãe para a Legolândia, na Dinamarca, vi pela primeira vez todos aqueles grandes modelos de casas famosas, aviões, localidades e navios. Foi provavelmente lá que pensei em fazer minha própria réplica”, contou ele à CNN.

Ele demorou onze meses para terminar o projeto e disse que brinca com as peças de montar desde pequeno, com as quais passava horas montando esculturas a partir de instruções ou seguindo sua imaginação.

Brynjar gostava de trens, mas tudo mudou quando seu avô, Ludvik Ogmundsson, o levou para pescar. Desde o passeio, o garoto se interessou cada vez mais por navios e aprendeu tudo sobre o Titanic.

O menino recebeu todo o apoio de sua família para realizar a obra. O avô, engenheiro, montou o projeto e calculou quantas peças seria preciso, ao passo que a mãe, Bjarney Ludviksdottir, lhe ajudou na montagem. Outros familiares e amigos doaram as peças.

O Titanic de Lego foi exposto no Titanic Museum Attraction em Pigeon Forge, Tennessee, nos Estados Unidos, na última segunda-feira, 16, onde deve ficar até dezembro de 2019. No entanto, essa não foi a única coisa boa advinda do projeto, que ainda permitiu a Brynjar se relacionar melhor com a própria condição. Antes de iniciar a tarefa, ele tinha problemas para se comunicar e se sentia triste e solitário.

“Quando tudo isso começou, um funcionário da escola me ajudava com cada tarefa que eu tinha de fazer. Hoje, estou estudando sem a ajuda de ninguém. Minhas notas melhoraram e meus colegas de classe me veem como alguém superior. Também tive a oportunidade de viajar e conhecer pessoas maravilhosas”, contou.

Ao saber que teria um filho com autismo, Bjarney receou que ele pudesse enfrentar muitas adversidades. Após vê-lo concluir o desafio, ela fala com outros pais de filhos com autismo para incentivá-los a realizar seus sonhos.

“Os sonhos nos fazem seguir adiante e isso é algo ninguém pode tirar de nós. É algo para se ter quando você está se sentindo preso ou triste: você sempre pode sonhar”, disse.