Executivas da música acusam Grammy de estar ‘sem contato com a realidade’

Redação - O Estado de S.Paulo

Carta entregue na segunda-feira, 5, é mais uma reação ao discurso de que mulheres deveriam se definir na música

Neil Portnow, o presidente da Academia Nacional de Gravação de Arte e Ciência (Naras, em inglês), instituição que também representa o Grammy. 

Neil Portnow, o presidente da Academia Nacional de Gravação de Arte e Ciência (Naras, em inglês), instituição que também representa o Grammy.  Foto: Mike Blake/Reuters

Mulheres executivas do mundo da música estão dando sequência aos protestos contra abuso, assédio e subestimação da capacidade feminina. Nesta semana, uma carta entregue ao Grammy e divulgada pelo The New York Times acusou a instituição de não ter contato com a realidade na música e na sociedade.  Elas pedem que a academia seja mais transparente e inclusiva. 

O movimento é mais uma reação ao resultado da 60ª Grammy, realizado no último dia 28 de janeiro, em Los Angeles. A edição está sendo criticada por ter dado espaço para performance de poucas mulheres e por ter premiado apenas uma delas, apesar de as cantoras serem maioria entre as indicações. 

Na semana após a cerimônia, o presidente do Grammy, Neil Portnow, disse que as mulheres precisam se definir no mundo da música. Imediatamente, cantoras como Pink! e Kelly Clarkson se posicionaram contra a afirmação

A carta entregue nesta semana é de autoria das executivas da Universal Music Group; Universal, Atlantic Records, Sony Musi e Roc Nation, a mesma do Jay Z.

Portnow respondeu: “Nós apreciamos os pontos levantados na carta e recebemos a oportunidade de trabalhar, juntamente a essas executivas, para aumentar a inclusão, representação, equidade e diversidade. Contamos com suas orientações”. No texto, as autoras chegaram a se colocar a disposição para ajudar a academia e se recolocar.