Escolas 'contratam' cães para ajudarem na educação dos alunos 

Elizabeth A. Harris - The New York Times

Até agora, sete escolas em Nova York fazem parte do projeto 

Maisy, um mistura de beagle com Jack Russell com um aluno da Primary School 75, em New York

Maisy, um mistura de beagle com Jack Russell com um aluno da Primary School 75, em New York Foto: John Taggart/The New York Times

A sala de aula da escola Public School 75 em Manhattan, Nova York, é como qualquer outra, a não ser pela caminha de cachorro, que pertence a Maisy, uma cadela mistura de beagle com Jack Russel terrier. 

Todos os dias a pet vai de metrô para a escola com a professora, que a carrega em uma bolsa. Maisy faz parte do programa Comfort Dog do departamento de Educação. O projeto une escolas com um abrigo de animais, o North Shore Animal League America, em Long Island. Um funcionário da escola adota um cão, e ele é recebido na escola como uma dose de apoio emocional. 

Até o momento, sete escolas participam do programa. Há todos os tipos de cachorros: grandes, pequenos, velhos e novos. Todas as instituições que estão no projeto usam um currículo educativo chamado Mutt-i-grees, escrito por um cientista de Yale, que estrutura interação com animais em conjunto com lições sobre empatia e resiliência. No entanto, cada escola usa o contato com o cães de modo diferente. 

Brianna Celaya com Jumah, cão que trabalha na Primary School 200, em Nova York 

Brianna Celaya com Jumah, cão que trabalha na Primary School 200, em Nova York  Foto: John Taggart/The New York Times

Maisy, por exemplo, tem um horário marcado com um menino com necessidades especiais todo oitavo período. Jumah, outro cachorro do programa, é oferecido como um incentivo para encorajar o bom comportamento. Peter Parker, uma mistura de Golden retriever com border collie, empresta sua orelhas para estudantes que fazem terapia da fala.  

"Quando falamos aos pais que temos um cachorro, alguns nos olham como se tivéssemos sete cabeças", diz Glenda Esperance, diretora da Middle School 266, no Brooklyn, onde Peter Parker trabalha. "Primeiro eles nos olham como se fôssemos loucos, mas, depois, eles querem fazer parte do circo."

Carman Fariña, reitora das escolas de Nova York, descreve o programa como 'um sucesso' e acha que a cidade poderia expandir, se outras instituições de interessarem em ter um 'não ser humano' em seus prédios. 

"Se uma criança está fazendo birra, um adulto pode só estar em seu caminho, mas um cachorro a acalma", diz. Há também estudantes, como alguns com autismo, que têm dificuldade em se conectar com outras pessoas, mas podem ter facilidade em se relacionar com animais, adiciona. 

Tradução Anita Efraim

Leia o texto completo, em inglês, aqui.