Em São Paulo, padre critica machismo, homofobia e Bolsonaro

- O Estado de S. Paulo

Em pregação no último domingo, religioso criticou a cultura do estupro

Sermão sobre o Dia Internacional da Mulher marcou o primeiro dia da Quaresma.

Sermão sobre o Dia Internacional da Mulher marcou o primeiro dia da Quaresma. Foto: Facebook https://www.facebook.com/OArcanjoNoAr/

Um padre da cidade de São Paulo está chamando a atenção nas redes sociais. Em sermão pregado no último domingo, 5, Julio Lancelotti usou o gancho do Dia Internacional da Mulher, que será celebrado no dia 8, para criticar o machismo, a homofobia e Bolsonaro, alguém que "propõe a violência e o assassinato dos gays" e que "a mulher deve ser submissa". 

O vídeo tem, até a manhã desta terça-feira, 7, quase 150 mil visualizações. Nas imagens, o padre afirma que, para celebrar o Dia Internacional da Mulher, não basta dar o parabéns. "Você tem que ser alguém que mude a cabeça e a forma de pensar para que não haja mais a cultura do estupro, onde os meninos pensam que são mais fortes do que as meninas ou que eles podem fazer o que quiserem e as meninas, não". 

O religioso também criticou o uso das redes sociais para divulgar conteúdos que prejuiquem as mulheres. "Tratar as mulheres de maneira moralista e de maneira a destruir a sua dignidade, isso é inaceitável e hoje é crime. Nossos jovens têm que tomar muito cuidado nas redes sociais", declarou.

Julio Lancelotti também destacou que o machismo é aprendido em casa. "Temos que dizer aos meninos, na educação, que eles têm que respeitar as meninas e que o corpo delas é tão sagrado quanto o corpo de todos - e que o corpo dela não pode ser tocado sem que ela aceite ou queira", afirmou. 

Ele também criticou Bolsonaro e seus apoiadores. "Em uma sociedade como a nossa, fico impressionado aparecer nas pesquisas que uma pessoa homofóbica e violenta como Bolsonaro seja seguida por tanta gente no Brasil. Isso é vergonhoso", declarou. "Alguém que propõe a violência, o assassinato e o extermínio dos gays, ou que o homem é mais importante do que a mulher e que ela tem que ser submissa... Isso é inaceitável no tempo em que vivemos". 

Confira o vídeo das declarações: