Rodrigo Ohtake assina sua primeira coleção de tapetes para a Punto e Filo

Vivian Codogno - O Estado de S. Paulo

Estampas exclusivas que desafiaram criatividade do arquiteto e designer estão disponíveis nas lojas da marca

Arquiteto por formação e designer por curiosidade em experimentar, Rodrigo Ohtake assina pela primeira vez uma linha de tapetes. Ao todo, serão seis modelos, que foram desenhados com exclusividade para a Punto e Filo e estarão disponíveis nas lojas da marca a partir desta semana.

Terracota, abacate e pistache estão entre as cores propostas pela coleção da Punto e Filo

Terracota, abacate e pistache estão entre as cores propostas pela coleção da Punto e Filo Foto: Fabio Zanzeri

Apesar de conceber o trabalho de maneira tão autoral como suas demais obras, desenhar estampas para tapetes foi um desafio para Ohtake. “De fato, houve um estranhamento. Quando a Punto e Filo me chamou para a coleção, questionei a mim mesmo: ‘como vou fazer isso?’”, relembra ele. “Meu trabalho, tanto na arquitetura quanto no design, sempre envolveu três dimensões. Projetar uma casa, ou um vaso, é diferente de criar algo em duas dimensões, como é o caso do tapete”, detalha.

Arquiteto por formação, Rodrigo Ohtake já fez incursões no design de mobiliário

Arquiteto por formação, Rodrigo Ohtake já fez incursões no design de mobiliário Foto: Werther Santana|Estadão

Partindo dessa questão, Rodrigo optou por confeccionar seus tapetes com fios de alta densidade e altura entre 10 e 70 milímetros, em busca de evidenciar a profundidade das estampas. “Como meu trabalho era o desenho, me questionei sobre como eu poderia me expressar por meio dele”, avalia. “Por isso, quis explorar a altura dos pelos do tapete. Mesmo que a diferença seja pequena aos olhos leigos, para mim, pensando em uma escala arquitetônica, existe uma diferença de percepção”, detalha o profissional.

Além de expressar a identidade de Ohtake, os tapetes da linha exploram cores e formas que, por vezes, remetem ao trabalho da avô de Rodrigo, a artista plástica Tomie Ohtake. “Influência boa é aquela que a gente traz de forma inconsciente. Não calculo e não posso precisar quando ela vai surgir”, explica Rodrigo, que também é filho do arquiteto Ruy Ohtake.