O móvel pelas lentes da SP Arte - Design 2017

Marcelo Lima - O Estado de S.Paulo

Saiba o que vai acontecer nesta edição do circuito que movimenta lojas e profissionais de design da cidade

Mesa Roca quadrada da Llussá Marcenaria

Mesa Roca quadrada da Llussá Marcenaria Foto: SP ARTE / DIVULGAÇÃO

Estar hospedada em uma das principais feiras de arte do mercado nacional, a SP- Arte, não deixa de impor uma certa solenidade. Mas, nem por isso, limita o raio de ação das galerias que pela segunda edição integram o núcleo de design da mostra. Ao menos assim pensa a diretora do evento, Fernanda Feitosa.

“Pelo contrário, acho que isso incentiva um olhar mais atento, principalmente em relação a períodos pouco conhecidos da nossa produção”, acrescenta ela, que este ano reúne mais de 20 expositores na mostra, sempre tendo como foco a questão do design autoral, tomado pela curadora como um divisor de águas.

“A partir desta abordagem é possível transitar por um amplo espectro de criações. Das galerias especializadas aos antiquários. Dos produtores artesanais à grande indústria”, argumenta Fernanda que este ano pretende oferecer aos visitantes a experiência de dialogar com diferentes períodos e épocas.

Assim, perfilados lado a lado, estarão representadas por lá tanto grandes galerias contemporâneas, como Mercado Moderno (MeMo), Firma Casa, Hugo França, Ovo, Etel, Arte Mobilia e Pé Palito; os antiquário Itamar Musse e Sandra & Marcio; além de lojas como a Theo e galeristas estreantes como Ary Perez, Apartamento 61, By Kamy, Estúdio Mameluca, Herança Cultural, Paulo Alves, Rafael Moraes, Resplendor e Prototyp&.

Segundo Fernanda, o crescente interesse internacional pela arte e pelo mobiliário nacional dos anos 1950 e 1960 deve colaborar para acentuar ainda mais o processo de colecionismo de nosso design, o que coloca na ordem do dia a questão de bem contextualizar nossa produção. “Já recebi colecionadores internacionais de arte que simplesmente ignoravam a existência do móvel colonial brasileiro”, afirma ela.

“Apresentar tão variadas vertentes do nosso design no espaço da SP-Arte permitirá que mais colecionadores estrangeiros tenham contato com uma das faces mais criativas do nosso país e possam perceber sua evolução, desde as primeiras experiências, ainda no Brasil Colônia, passando pelo movimento modernista até suas manifestações contemporâneas.”

Aberto ao público, o setor Design da SP-Arte 2017, vai funcionar no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, de 6 a 8 de abril, das 13h às 21h e, no dia 9, das 11h às 19h. Os ingressos custam R$ 45.