Jardim interno amplia a sensação de espaço em apartamento no Rio

Marcelo Lima - O Estado de S. Paulo

Projeto que oferece uma vista mais agradável é assinado pelo arquiteto carioca Beto Figueiredo, sócio de Luiz Eduardo Almeida na Ouriço Arquitetura

Ele é, sem sombra de dúvida, a grande atração da casa. “Quando alguém entra no apartamento já dá de cara com a parede verde. Como a luz é muito boa, o jardim está sempre lindo! Exuberante! ”, afirma, convicto, o arquiteto carioca Beto Figueiredo, sócio de Luiz Eduardo Almeida na Ouriço Arquitetura, que assinou a reforma desse apartamento de 126 m², no Leblon.

Um imóvel de 2 dormitórios, rodeado por prédios altos, no qual a implantação de um jardim interno resolveu diversos problemas, de uma só tacada. “Ganhamos espaço, já que hoje, além dos 92 m² cobertos, os moradores dispõem de mais 34 m² reversíveis; dotamos a casa de uma área de lazer para eles curtirem os dias chuvosos ou frios, sem falar de uma vista bem mais agradável”, resume Almeida.

Na prática, se sentir dentro ou fora da casa, se tornou uma possibilidade permanentemente aberta a seus moradores: um casal jovem com um filho pequeno. Executado pela Arq Design Rio, a engenhosa cobertura instalada no ambiente conta com um toldo, associado a pérgulas motorizadas e a uma calha coletora de águas pluviais, integrando, ou não, a área ao desenho dos interiores.

Com estrutura em alumínio, seu fechamento é feito com material translúcido que não barra a entrada de luz. “O toldo possui um sensor que veda automaticamente o ambiente em caso de chuva. Quando fechado, a ventilação pode se dar pelas laterais, enquanto o sistema de ar condicionado se encarrega do controle da temperatura”, explica o arquiteto.

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Não por acaso, todas as atenções da casa se voltam para o jardim interno. O sofá da sala, por exemplo, foi posicionado de frente para ele. O ambiente não tem TV e sim um telão, que fica encostado na porta que dá acesso ao terraço, podendo ou não ser acionado. A suíte do casal, além de se integrar à sala, também dá direto para a área externa.

Leve e descontraída, a decoração foi concebida em solução de plena continuidade, não havendo distinção entre móveis de área interna ou externa. Nem tampouco de materiais menos ou mais nobres. “Ao integrar visualmente e em termos de estilo os dois espaços, o de fora e o dentro, a sensação é de que a área total é bem maior do que de fato é”, comenta Figueiredo.

Nesse sentido, as esquadrias originais foram substituídas por outras mais delicadas, de alumínio anodizado preto, para contrastar com a madeira, material que unifica os ambientes.

As paredes do terraço, originalmente brancas, foram forradas com pinos, sem nenhum tratamento. “Com o tempo elas ficarão cinza claro, esbranquiçadas. Daí sim a obra estará completa”, brinca Almeida.