Design para colecionar

Marcelo Lima - Impresso

Com duas edições anuais, Design Miami se firma como o principal evento internacional consagrado ao design colecionável

Com duas datas anuais – dezembro em Miami e, em junho, em Basel, na Suíça – o Design Miami se firma como o principal festival internacional consagrado ao design colecionável. Um segmento em vias de franca expansão, a julgar pelo significativo aumento das vendas, que crescem a cada edição, assim como acontece o número de visitantes, que este ano atingiu 36.500 pessoas, 20% mais que no ano passado. Um público afluente, que reúne galeristas, designers, curadores e críticos de arte de todo o mundo.

Reunindo galerias dos cinco continentes, proprietárias de um diversificado acervo de obras, produzidas entre 1890-2015, a edição deste ano primou por seu ecletismo. Naquela que foi considerada a seleção mais heterogênea já apresentada, era possível encontrar um pouco de tudo: de joias delicadas a móveis de época. De relógios de vanguarda a pavilhões de arquitetura. Tudo igualmente à venda. “Nos caminhos da exclusividade, o tecnologicamente avant garde e o historicamente significativo fatalmente acabam por se cruzar”, pontuou, durante a cerimônia de abertura da feira, o suíço Rodman Primack, diretor executivo do Design Miami.

Recebida com indisfarçável curiosidade por público e crítica, a coleção Cangaço, dos irmãos Fernando e Humberto Campana, feita de couro, em parceria com o mestre Espedito Seleiro, marcou a estreia da paulistana Firma Casa, da empresária Sônia Diniz, no evento. “Os móveis Cangaço oferecem uma vibrante mistura de materialidade e cor. É o tipo de peça que faria bem a qualquer interior”, declarou, entusiasmado, o arquiteto Martin Brudnizki, do londrino Brudnizki Design Studio. / MARCELO LIMA