Adriana: escola de estampas

- O Estado de S.Paulo

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Além de produzir um prêt-à-porter com acabamento de alta-costura, Adriana Barra prepara-se para lançar, em breve, sua moda casa na loja recém-inaugurada nos Jardins. Tudo sempre com estampas vistosas. "Nunca vou deixar de experimentar", afirma. Entre as novidades, chama a atenção, por exemplo, um jogo de cama em que a descolada boneca Blythe surge em diferentes looks.

 

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Em 2003, um convite do proprietário da loja Micasa, Houssein Jarouche, fez com que a estilista migrasse seus desenhos para vestir um sofá e a poltrona Swan, clássico de Arne Jacobsen, além de usá-las em tecidos de decoração. Foi o ponto de partida para outras vivências. De lá para cá, lançou, pela mesma loja, outras peças coloridas, revestidas de laminado plástico. E também minigeladeiras, nas quais, por exemplo, pode-se constatar o encontro inesperado de Piu-Piu e Frajola com o tradicional xadrez da inglesa Burberry. "Ainda não desenho peças. Prefiro, por enquanto, lidar só com as estampas", explica. Na sala onde cria, em seu ateliê na Barra Funda, uma estante repleta de livros, fotos, toy arts, lembranças de viagens e até embalagens dá pistas de um viés multicultural.

 

É a partir desse repertório que a estilista, em seu Macintosh potente, vai unindo isso com aquilo, escolhendo cores, estabelecendo variações. "O que faço, faço primeiro para mim", diz a paulistana de 36 anos. É como se tal criação remetesse à adolescente que personalizava as capas de cadernos. E pensar que Adriana chegou a aventar ser designer de interiores. Mas foi com a publicação de um vestido seu na revista Elle, em 2002, que a carreira decolou e não para de crescer.