Ter um cachorro diminui risco de doenças cardiovasculares, comprova estudo

Redação - O Estado de S.Paulo

Para os solteiros, os benefícios de ter um cãozinho seriam ainda maiores, indica a pesquisa publicada na revista 'Nature'

Os pesquisadores acreditam que os cães sejam uma motivação a mais para a prática de exercícios

Os pesquisadores acreditam que os cães sejam uma motivação a mais para a prática de exercícios Foto: Pixabay

Além do companheirismo e da lealdade, os cachorros trazem mais um ponto positivo para a vida dos donos: saúde. 

Um estudo da universidade sueca Uppsala publicado online nesta sexta-feira, 17, na revista científica Nature conclui que ter um cão pode reduzir o risco principalmente de doenças cardiovasculares, mas também outros problemas de saúde. Isso porque eles dão apoio e motivação para a prática de exercícios físicos, explica o estudo. Portanto, não é surpresa que as raças consideradas de caça foram as que mais reduziram o risco de doenças do coração para os donos.

Apesar de os pontos positivos serem observados na população em geral, os solteiros parecem ser ainda mais beneficiados pelos cães em casa. Para eles, assim como para os idosos, ter um pet não aumenta apenas a frequência de prática de atividades físicas, mas também alivia a sensação de isolamento social.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo reonhecem que diversas pesquisas já haviam mostrado possíveis correlações entre ter um cão e ser mais saudável, mas afirmam que sempre houve limitações nas descobertas. Esta pesquisa, por outro lado, analisou dados de mais de 3,4 milhões de suecos durante 12 anos.

Para selecionar os participantes, houve o cuidado de excluir a parte da população com menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Portanto, a faixa de idade dos participantes era de 40 a 80 anos completos em 2001. Mesmo entre eles, alguns precisaram ser excluídos da pesquisa por diversos fatores, como falta de informação no sistema médico do país ou os que haviam passado por certas cirurgias no coração (mais detalhes na Nature).

Um facilitador para o estudo foi o sistema de identificação de cães na Suécia. Desde 2001, todos os cachorros têm um identificador único, que pode ser uma tatuagem na orelha ou um chip subcutâneo, registrado no Conselho de Agricultura do país. As informações sobre os pets foram cruzadas com os dados sobre as causas de morte dos indivíduos.

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