Falta de informação impede que se ajude corretamente pessoas com Alzheimer

ludimila honorato - O Estado de S.Paulo

Esquecimento é apenas um dos fatores da doença que vem acompanhado de outros impactos significativos

O esquecimento, geralmente, prevalece em pessoas com Alzheimer, mas o sintoma vem acompanhado de um grande impacto nas atividades do dia a dia.

O esquecimento, geralmente, prevalece em pessoas com Alzheimer, mas o sintoma vem acompanhado de um grande impacto nas atividades do dia a dia. Foto: Free-Photos/Pixabay

Nem toda queixa de falta de memória é indício de Alzheimer, mas é indicado que toda queixa como essa seja investigada. O esquecimento é apenas um dos fatores – e o que geralmente prevalece – dessa doença ainda sem cura e vem acompanhado de um impacto nas atividades da vida diária.

Enquanto no envelhecimento natural a pessoa consegue realizar as funções do dia a dia, mesmo de forma lenta, no Alzheimer a concretização dessas funções nem existe. É como se houvesse um desaprendizado.

Além disso, o esquecimento pode ser consequência de outra condição, talvez mais simples, porém, por falta de conhecimento, pode-se criar um alarde e gerar crenças sobre a doença.

A recomendação é que se busque o menos possível sobre os sintomas na internet devido a informações erradas. Ao mesmo tempo, é importante se informar corretamente para saber lidar com a doença ou com quem a tem, orienta a neurologista Ana Luisa Rosas, diretora científica da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) em São Paulo.

A associação está apoiando uma campanha da empresa médica Torrent do Brasil para o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer, lembrado em todo 21 de setembro. Um vídeo mostra a (falta de) reação de pessoas na rua que se deparam com uma senhora que se diz perdida. “A falta de reação se deve ao fato de que as pessoas não têm acesso à informação adequada da doença e parece que, às vezes, é um mistério. Quando as pessoas não têm muita informação, faz com que não ajudem corretamente”, diz a especialista.

A neurologista, especializada em demências, levanta outro ponto sobre o Alzheirmer: orientar quem cuida de pessoas com a doença. “Não existe uma maneira de como lidar. A doença é uma só, mas em cada pessoa ela se manifesta de um jeito diferente. Tem doentes que são mais esquecidos, outros têm distúrbios de sono, tem pacientes agressivos e outros apáticos”, afirma.

Na galeria abaixo, a especialista explica algumas questões sobre a doença de Alzheimer: