Estudo aponta possíveis causas para alergias alimentares infantis

Redação - O Estado de S.Paulo

Pesquisadores descobriram relações entre fatores genéticos e ambientais

Mutação em genes enfraquece a barreira de proteção da pele

Mutação em genes enfraquece a barreira de proteção da pele Foto: Pixabay/@congerdesign

Pesquisadores da Northwestern University, de Chicago, nos Estados Unidos, conduziram um estudo para descobrir as causas das alergias alimentares infantis. Os resultados sugerem que as alergias decorrem de uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

Entre esses fatores, estão predisposição genética que altere a absorção da pele, uso de lenços umedecidos que deixem resíduos de sabão na pele, exposição da pele a alergênicos presentes na poeira e exposição da pele à comida.

“Essa é uma receita para se desenvolver alergia alimentar. Esta descoberta é um grande avanço em nosso entendimento sobre como as alergias alimentares se desenvolvem cedo na vida”, disse Joan Cook-Mills, uma das autoras do estudo, ao Science Daily.

Pesquisas mostram que até 35% das crianças com alergias alimentares também possuem dermatites atópicas. Isso é explicado por três mutações genéticas que reduzem a barreira de proteção da pele.

Os lenços umedecidos podem deixar resíduos de sabão na pele das crianças, o que ajuda a acabar com a barreira de proteção. Assim, o acesso de alergênicos presentes na poeira e nos resíduos dos alimentos ao corpo é facilitado.

A pesquisa se volta para um assunto que ganha relevância nos Estados Unidos. Estima-se que entre 4% a 6% das crianças no país tenham alguma alergia alimentar. Essa prevalência aumentou 18% de 1997 a 2007.

O resultado do estudo aponta que atitudes simples no dia-a-dia como, por exemplo, lavar as mãos após manusear alimentos e limpar com água a pele dos bebês, reduz os riscos de alergias alimentares.