Dor lombar está entre as principais causas de atendimento na emergência: saiba como evitá-la

- O Estado de S.Paulo

Nos últimos dois anos, segundo levantamento do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, mais de 7 mil casos foram registrados, totalizando 30% dos atendimentos da instituição

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a lombalgia - dor que fica na parte inferior das costas - afeta 80% da população mundial, pelo menos uma vez na vida. O problema tem sido cada vez mais frequente nos atendimentos de emergência, como mostra o levantamento realizado no Hospital 9 de Julho, que registrou mais de 7 mil casos nos últimos dois anos.

O número representa 30% do total de atendimentos da instituição, mais que o dobro da segunda queixa ortopédica mais frequente, a dor articular. Vale lembrar que a lombalgia é um sintoma que pode estar relacionado a diversas causas, inclusive não ortopédicas.

Por isso, o caso pode começar na emergência de ortopedia e, depois da triagem e avaliação clínica, ser encaminhado para outras especialidades como em casos de infecções, doenças renais etc.

Dor nas costas é queixa frequente em hospitais

Dor nas costas é queixa frequente em hospitais Foto: Divulgação

Quando as causas são exclusivamente ortopédicas, a maioria está relacionada à problemas posturais, além do fator psicológico, como o estresse, que pode exacerbar o quadro de dor. Postura incorreta no trabalho ou em atividades do dia a dia, longos períodos em uma mesma posição, sobrecarga, sedentarismo, falta de alongamento e fortalecimento muscular são alguns exemplos e possíveis causas da dor lombar.

Tipos e tratamentos. Há uma classificação temporal para lombalgia: a aguda, mais recente; a subaguda, com até três semana de dor e a crônica, com mais de três semanas. O tratamento da lombalgia postural, excluindo emergências clínicas, também passa por três fases:

- Na primeira (aguda), o objetivo é tentar melhorar a dor, geralmente com medicações, compressas de gelo e quente, bem como outros métodos associados como a acupuntura. 

- Na segunda fase, passada a dor aguda, recomenda-se alongamento, exercícios de equilíbrio e fisioterapia.

- Na terceira e última, o paciente faz exercícios de fortalecimento para evitar novas crises e prevenir a dor.

Apenas em casos mais extremos de hérnia de disco, artrose exacerbada e alguns neurológicos, pode haver necessidade de cirurgia.

Os hábitos de vida influenciam diretamente na dor, uma vez que as articulações de carga como quadril, joelho e tornozelo são as que mais sofrem com o ganho de peso. A cada quilo adquirido, ao realizar uma atividade como corrida, a carga que passa na articulação do quadril é multiplicada por cinco. Assim, exercícios físicos regulares de baixo impacto como hidroginástica, natação, pilates, ioga e musculação bem orientadas são as mais indicadas para proteger as articulações.

O que é importante lembrar? A maioria das atividades do dia a dia solicitam a musculatura da região lombar. Daí a importância do alongamento da musculatura central – lombar, abdômen, glúteos e coxas. Para aqueles que já sofreram com a dor lombar, é fundamental contar com a orientação de um profissional para escolha dos exercícios físicos mais adequados para a sua saúde.

Consultoria: Hospital 9 de Julho