Brasileiro cria rede social para pacientes com câncer

Anita Efraim - Especial para O Estado de S. Paulo

Kimeo tem como objetivo conectar pessoas que passaram pelas mesmas situações

Aplicativo está disponível para iOS e Android

Aplicativo está disponível para iOS e Android Foto: Reprodução

Depois de ver sua avó se recuperar de um câncer e, por falta de orientação, ficar doente de novo, Gustavo Silva, 23 anos, decidiu criar um aplicativo para ajudar pacientes com câncer a terem mais informações sobre a doença. 

“O tema de oncologia acabou ficando mais forte quando tive um caso pessoal na família, minha avó foi diagnosticada com câncer metastático e ela não teve informação o suficiente para saber o que ela deveria ter mudado na alimentação, se devia fazer atividade física”, explica o engenheiro de software. “Ela precisava ter feito um pós-acompanhamento, mas faltou um monte de informação e o câncer acabou se espalhando e a doença voltou”.

O Kimeo funciona como uma rede social para que pessoas com experiências parecidas possam compartilhar suas batalhas contra o câncer. “O grande motivo de lançar o aplicativo foi a falta de referência que o paciente com câncer tem. Ele não vê casos de sucesso de pessoas que tiveram câncer e conseguiram se curar”, opina. “Dessa forma, eles veem pessoas que têm os mesmos problemas e podem trocar experiências. Isso é muito benéfico para o paciente”, 

É comum que pacientes com a doença tenham ‘certeza’ de que vão morrer. No entanto, na opinião de Gustavo, conhecer pessoas que conseguiram superar o câncer motiva quem ainda está batalhando. 

No aplicativo, há um fórum no qual os usuários podem trocar experiências. Além de pacientes, também podem se registrar familiares, influenciadores (como pessoas que já superaram o câncer) e especialistas. Os médicos que entram no Kimeo são ‘aprovados’ pelos criadores da rede social e ajudam a criar conteúdo relevante. 

Além das discussões e acesso ao conteúdo qualificado, o Kimeo também tem outras duas utilidades: alarmes para todos os remédios que o paciente precisa tomar e localização de serviços próximos ao paciente. 

Criada em setembro, a rede social já tem 2 mil usuários. O objetivo da empresa é que, até o fim de 2017, sejam 400 mil participantes. Então, eles pensam em levar o app para outros países. A plataforma tem como colaboradores a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e o instituto Vencer o Câncer, dos médicos Drauzio Varella, Fernando Maluf e Antonio Buzaid. Além disso, o Kimeo também tem parceiros como blogs de pessoas que superaram o câncer e nutricionistas.