Tenho visto alguns testes na internet comparando idade mental com idade cronológica, com perguntas de assuntos diversos sobre que idade as pessoas têm ou percebem que têm. Muitas respostas identificam pessoas muito mais velhas mentalmente do que o seu RG mostra.

Os primeiros testes de inteligência foram desenvolvidos pelo psicólogo francês Alfred Binet que, a pedido do Ministério da Educação do seu país, criou um método para identificar crianças que não aprendiam na escola. Em 1912, William Stern criou o que hoje conhecemos como o conceito de QI (quociente de inteligência) para quantificar a inteligência fazendo uma relação entre a idade mental e a cronológica das crianças com pontuações ou scores.

Anos mais tarde chegou-se a conclusão que inteligência é um fator mais amplo, com diferentes habilidades e capacidades envolvidas. E foi na década de 90 que alguns pensadores propuseram considerar a inteligência como um conjunto de habilidades que permite a um indivíduo resolver problemas ou fenômenos característicos de um momento ou de um contexto cultural específico.

Seguindo esse raciocínio podemos dizer que nossa idade depende muito mais de nossa vitalidade do que do número de velinhas que assopramos ao longo da vida. Se você é alguém de meia idade que vive cansado e dizendo: “estou velho para tal coisa” saiba que realmente sua idade pode ser muito maior do que mostra o seu documento. Em contrapartida, não é raro pessoas com mais de 60 anos que se exercitam regularmente, mantêm uma alimentação saudável e uma vida social intensa se considerarem muito mais jovens do que realmente são.

Esses hábitos interferem, e muito, na visão que têm deles mesmos e da disposição em praticar essa ou aquela atividade. Eu acrescentaria a essa receita uma dose de otimismo e de se sentir bem com o que se tem. Afinal, que idade você tem?

Viva mais e melhor.